Origem

A história do Colégio João XXIII se confunde com a própria história de Vila Prudente e revela o traço ousado e pioneiro de seu fundador, o holandês Damião Kleverkamp, sacerdote visionário que dedicou sua vida aos seus ideais.

Chegado ao bairro em dezembro de 1939, padre Damião se preocupou em desenvolver trabalhos religiosos e, sobretudo, sociais. Fundou o Círculo Operário, hoje Círculo de Trabalhadores de Vila Prudente em junho de 1940, que colocou à disposição da população serviços médicos e ambulatoriais.

Em 1º de julho de 1940, padre Damião passou a ministrar aulas às crianças carentes em um galpão no fundo da casa paroquial, situada na antiga rua 8, hoje Feliciano Falcão. Esta Escola Paroquial foi o embrião da Escola do Círculo Operário. Em decorrência de seu trabalho estafante, em abril de 1947 falece padre Damião, com somente 49 anos de idade.

Também em 1947, a Escola do Círculo Operário se instalou na rua José Zappi, com parte das salas no prédio de número 87 e parte em galpões de madeira construídos onde hoje é o pátio.

A partir de 1950, a Escola ficou sob a direção da irmã franciscana Armida J. Phillipi (irmã Casimira), iminente educadora que dirigiu a Escola até 1965. Incorporou-se à Escola o educador professor José Nórcia Filho. Juntos, Nórcia e irmã Casimira imprimiram uma linha humanista de educação, qualidade que se acentuou e se aprimorou no decorrer dos anos.

Evolução

Em 1965, no 25º aniversário da Escola, foi inaugurado o pavilhão que hoje comporta a Educação Infantil e as classes do 1º ao 5º ano do Ensino Fundamental. Neste mesmo ano, por sugestão do diretor José Nórcia Filho, a Escola mudou seu nome para Colégio João XXIII, em homenagem ao papa João XXIII, falecido em junho de 1963.

Também na década de 60, devido ao trabalho desenvolvido pelo pároco de Santo Emídio, padre Pacomio Maas e por José Nórcia Filho, a escola recebeu do governo holandês 732 mil florins, que permitiu a construção de novas alas e a instalação de modernos equipamentos eletrônicos e material didático avançado. Este investimento resultou na criação de cursos profissionalizantes noturnos, desativados em 1988.  O prédio que acolheu estes cursos foi batizado com o nome da soberana holandesa Rainha Juliana.

 

Novo Colégio

Com a chegada de uma nova geração na diretoria da mantenedora, a partir de 1980, o Colégio deu uma guinada na sua proposta educacional, na sua estrutura administrativa e nas suas metas.

Estabeleceu-se que o Colégio João XXIII passaria a oferecer aos seus alunos uma educação em nível de excelência e serviços à altura das expectativas da nova classe social que se formava na região.

Em 1984, o professor Antonio Augusto Parada assumiu a direção do Colégio. Enquanto o professor Parada se dedicava à implementação dos novos critérios pedagógicos, a mantenedora passou a investir fortemente na ampliação dos espaços físicos e na criação de novos departamentos.

Em 1987, a Fanfarra Infantil criada em 1976 se transformou na Banda Marcial do Colégio João XXIII que, sob a regência de Eduardo Stella, conseguiu os mais importantes títulos. Sagrou-se campeã estadual por seis vezes e nacional por quatro vezes.

Em 1990, foi criado o Grupo de Teatro do Colégio João XXIII, sob a direção de Eduardo Hajjar, que conquistou diversos prêmios em festivais estudantis.

Em 1998, a mantenedora adquiriu o terreno da Teperman, anexando mais 15 mil m2 de área ao Colégio, onde foram construídos mais uma ala infantil, o ginásio poliesportivo, as piscinas e o estacionamento.

Hoje

O Colégio e sua mantenedora mantêm um compromisso com o aprimoramento necessário para manter sempre um grau de excelência em educação.

Para tal, o corpo docente está inserido nas mais modernas práticas educacionais. A estrutura física do Colégio coloca-se cada vez mais a serviço do trabalho pedagógico, com a criação de espaços específicos para cada atividade. Investimentos nos serviços prestados para atender as necessidades das famílias estão sendo feitos.
É o compromisso de ter sempre competência em educação.